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Verter óleos usados em ralos de pias é algo
condenável e compromete a qualidade da água.
Muitos estabelecimentos comerciais
(restaurantes, bares, pastelarias, hotéis, ...) e residências depositam o óleo
usado na cozinha diretamente na rede de esgoto, com conseqüente entupimento da mesma e
mau funcionamento das estações de tratamento.
Para retirar o óleo e desentupir os encanamento são empregados produtos
químicos tóxicos, com efeitos negativos sobre o ambiente. Além disso, como
o óleo é mais leve que a água, ele fica na superfície, criando uma
barreira que dificulta a entrada de luz e a oxigenação da água,
comprometendo a vida dos seres aquáticos.
Se você não sabe o que fazer com o óleo é porque,
provavelmente, ninguém lhe disse ! Portanto aqui vão algumas dicas:
1° Colocar o óleo utilizado numa garrafa de plástico (PET)),
fechá-la e colocá-la no lixo orgânico. Assim, no local de triagem, essas garrafas
serão abertas e esvaziadas em um local
mais adequado.
2° Ao invés de colocar o óleo em garrafas você
também pode dispensá-lo em um jornal aberto e ir enrolando as folhas (de três em três)
e colocar o "bolo" no saco de lixo orgânico. Assim o óleo se fixará
no papel e será decomposto ao misturar-se na massa do aterro.
UM LITRO DE ÓLEO PRODUZIDO NA SUA CASA CONTAMINA CERCA DE 1 MILHÃO DE
LITROS DE ÁGUA. Isso equivale ao consumo de uma pessoa em 14 anos. De nada
adianta criticar os responsáveis pela poluição da Baía da Guanabara (RJ) e
da Bacia do Tiete (SP) se não fizermos a nossa parte!
3° Ou você pode fazer sabão caseiro!
Materiais:
- 1 kg de soda cáustica (NaOH).
- 2 litros de água.
- 4 litros de óleo de frituras (exceto de peixe).
- 1 litro de álcool.
- 5 ml óleo essencial.
- Elementos decorativos, como ervas aromáticas (camomila), especiarias
(cravo, canela), flores secas, conchas, etc.
- Balde.
- Colher de pau.
- Caixote de madeira forrado com um pano limpo ou formas de silicone,
acetato ou recipiente plástico.
Recomendações:
- Não utilize óleo da fritura de peixes e frutos do mar.
- Coe o óleo para separar as impurezas.
- Mantenha uma distância segura quando efetuar a mistura da água com a
soda cáustica e utilize protetores para olhos, nariz e boca, pois o vapor
resultante dessa mistura é tóxico.
Procedimento:
- Coloque no balde, 1 kg de soda cáustica e 2 l de água quente. Misture
com uma colher de pau até diluir totalmente.
- Adicione 4 litros de óleo de frituras. Continue mexendo com a colher de
pau, durante cerca de 20 minutos.
- Acrescente 1 litro de álcool, óleo essencial (caso pretenda que o seu
sabão fique perfumado) e elementos decorativos* adicionais a gosto.
- Misture tudo até se obter a consistência de pasta.
- Despeje esta mistura num caixote de madeira forrado com um pano limpo ou
nas formas pretendidas.
- Acomode a pasta no caixote.
- Deixe secar totalmente e corte os pedaços de sabão no tamanho desejado.
- Embrulhe o sabão no papel-filme.
*Quando o produto utilizado para decorar o sabonete for muito leve e
flutuar na forma (como folhas e pétalas secas), recorra à seguinte técnica
de pré-colagem:
- Prepare a pasta sem ter adicionado os elementos decorativos mais leves.
- Coloque a decoração na forma ou no caixote de madeira e despeje a pasta
até metade da forma. As folhas flutuarão.
- Com a ajuda de um palito, coloque a decoração na posição desejada.
- Espere 1 minuto ou até que se forme uma película. Preencha, então, a
forma com o resto da pasta e proceda como especificado nos procedimentos.
Um pouco de
história:
2800 a.C. - Um material parecido com sabão foi encontrado em cilindros de barro durante escavações
na antiga Babilônia. As inscrições revelam que os
habitantes ferviam gordura juntamente com cinzas, mas não mencionam para
que o "sabão" era usado.
600 a.C. – Fenícios usavam terra argilosa contendo calcário ou cinzas
de madeira (sabão pastoso).
De acordo com uma antiga lenda romana, a palavra saponificação tem a sua
origem no Monte Sapo, onde eram realizados sacrifícios de animais. A chuva
levava uma mistura de gordura animal derretida, com cinzas e barro
para as margens do Rio Tibre. Essa mistura resultava numa borra (sabão).
As mulheres descobriram que usando essa borra, as suas roupas ficavam mais
limpas. Os romanos passaram a chamar essa mistura de sabão e à reação de
obtenção do sabão de saponificação.
A cerca de pelo menos 5 anos vem dispensando aos
óleos de fritura usados, é cadastrar os grandes produtores, tais como
quartéis, grandes hospitais e redes de fast-food. Estas entidades
armazenam os óleos em grandes recipientes que são coletados com a
periodicidade adequada. Os óleos são direcionados pelo DMLU a um centro de
elaboração de ração para porcos (popularmente denominada lavagem), onde
são fervidos para esterilização, juntamente com restos vegetais de feiras
livres, e de atacadistas diversos.
Só o homem degrada o meio
ambiente! |