Regras de Mínimo Impacto em Escalada.

 

01) Durante a ascensão faça o possível para reduzir os danos sobre a vegetação. Quando existir a opção, escolha sempre descer caminhando, pois o rapel é bastante impactante. Se após uma ascensão, o rapel for inevitável, procure não realizá-lo emendando duas cordas.

 

02) Por se tratar de uma prática bastante danosa à vegetação de parede, evite a prática exclusiva de rapel em centros tradicionais de escalada.

 

03) Não abra vias utilizando furadeiras a bateria ou a gasolina. A facilidade que estas ferramentas propiciam tem levado à abusiva colocação de grampos e a uma precipitada abertura de vias que, não raramente, conduz a equívocos principalmente em áreas com muita vias como é o caso da Urca - RJ. O maior esforço exigido pela colocação de proteção fixa utilizando talhadeira e marreta, em geral, leva a uma maior reflexão sobre a validade e a qualidade da rota escolhida.

 

04) Evite limpar, arrumar ou aglomerar-se na base das vias.

 

05) Utilize as trilhas existentes. Não abra ou utilize atalhos, mesmo que isto represente um trajeto maior.

 

06) Destaca-se que o compromisso com o baixo impacto de um via não se refere somente ao ato da abertura, que deve ser feita em linhas sem vegetação. Neste sentido, as conseqüências das repetições e das descidas futuras devem também ser pensadas. Por exemplo: se numa parede com vegetação, deixarmos uma via bem equipada, com possibilidade de rapel e ainda juntarmos a facilidade de acesso, temos que pensar que as repetições serão muitas, bem como as descidas pela via. Assim, pouco vai sobrar daquele cuidado inicial de não remover a vegetação durante a abertura.

 

07) Ao pensar em abrir uma nova via explore bem o potencial oferecido pelas vias já existentes no setor (escale!). Conheça um pouco da história destas vias (informe-se nos guias já publicados para área ou com os escaladores locais mais experientes). Isto pode evitar que se cometa alguns equívocos alguns dos quais já registrados nos últimos anos, como: abertura de variantes medíocres, vias banais atravessando (e por vezes intermediando) vias clássicas, ... Certas paredes não comportam mais vias sem que ocorram vias coladas uma nas outras ou com muita vegetação destruída. Estas duas situações, além de uma mesquinha sensação de orgulho para o autor, não acrescentam nada de positivo para a história do montanhismo brasileiro.

 

08) Não promova e nem participe de escaladas com um grande grupo (+ de 8 pessoas). Estas excursões causam grande impacto nas trilhas e nas vias. Aprecie o aspecto reflexivo e contemplativo da escalada que só são possíveis longe da multidão. A montanha não é o melhor lugar para festas. Deixe o churrasco e outras comemorações para locais mais apropriados.

 

09) Não fixe proteções de maneira exagerada (elas são a última opção de proteção - não as transforme na única opção). Privilegie as proteções móveis. Não fixe proteções em boulders. Não instale agarras artificiais e não quebre ou cave agarras naturais. Não faça pinturas, pichações ou outras marcações na parede.

 

10) Leve todo o seu lixo de volta.

 

FEMERJ