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FLEUR DE NEIGE – Paul
Barlatier. No refúgio Tuckett, a 2700 metros, uma intriga amorosa.
LA LOI DES MONTAGNES – Stroheim, americano.
JOCELYN – Leon Poirier, no alto Var, em 1922, filma a obra de Lamartine,
sensível ao ritmo e poesia da natureza.
LA MONTAGNE INDIDELE – Jean Epstein “fazia sentir a dura realidade deste
mundo geológico, e alcançava os cumes da emoção mostrando a montanha sob
seu aspecto mais terrível, como a de um vulcão semeando a morte”.
LA ROUE – de Abel Gance, a obra mais marcante da época. Inovador, ele
soube pintar a atmosfera dos cumes e integrá-la no drama psicológico que
queria descrever.
VISAGES D´ENFANT – Jacques Feyder fecha este primeiro ciclo realizando
tomadas de vista se desenrolando no vilarejo de Saint-Luc, no Valais
suíço, aos 2300 metros de altitude, o mais alto da Europa.
LA MONTAGNE SACRÉE – Arnold Franck em 1927 apresentou o filme em Paris.
União da realidade e do fantástico, poesia da montanha, e ritmo violento
imprimido nas paixões humanas.
PRISONNIERS DE LA MONTAGNE – Arnold Franck e Pabst tratam da submissão do
homem em frente às forças terríveis da natureza. Para Franck, a montanha é
uma força hostil e cruel, assim como ela atrai, ela repudia.
LA LUMIÉRE BLEUE – Arnold Franck, seu principal filme, romantismo
sublinhado de irrealidade. O roteiro de Leni Riefenstahl conta a historia
de uma jovem da qual todo o vilarejo suspeita ter feito um trato com o
diabo; ela desafia a luz azul, um raio maléfico que, lá do alto, sobre a
montanha, dá ao cristal de rocha o brilho maior que do diamante. Mas um
dia, um homem tem a audácia de seguir o caminho maravilhoso. Infelizmente
ele quis se aproveitar da sua descoberta e quando ia trair o grande
segredo, todo o vilarejo sairá em direção da gruta mágica. A heroína não
saberia sobreviver a tal sacrilégio, e foge para se esconder no mundo das
altitudes para de lá nunca mais descer.
L´IVRESSE BLANCHE – Arnold Franck apresenta um assunto novo no cinema: o
ski.
LE DRAME DU MONT CERVIN – Luis Trenker, guia de montanha, arquiteto e
engenheiro, ator e colaborador de A.Franck, apresentou este filme, de
qualidades dramáticas e de senso espetacular.
MONTS EM FLAMME – Luis Trenker, 1931, aborda o magnífico tema da guerra de
montanha,,. Tamanho sucesso fez este filme que foi chamado aos Estados
Unidos onde realizou LE FILS PRODIGUE, desta vez sobre um homem da
montanha que emigra à América, retornando mais tarde, revoltado, para
tomar seu lugar entre os seus e seu país.
Após 1930, filmes foram realizados durante as expedições ao Himalaia, por
C.-G. Duvanel no Jongsong Peak , Frank s. Smythe em 1931 sobre o Kamet, A
expedição ao Everest de 1933 reportou imagens a 8220 metros de altitude,
em 1934 a expedição ao Karakoram filmou o pitoresco da população das
regiões atravessadas; em 1936 a expedição francesa ao Karakoram traz o
jovem cineasta Marcel Ichac, onde soube traduzir a majestade do Himalaia e
a qualidade do esforço dos alpinistas, devendo-se o sucesso enorme doas
filmagens ao fato da ausência de truques e a completa sinceridade das
tomadas, recebendo este filme a prêmio internacional da Bienal de Veneza
em 1938. A partir daí, M. Ichac realizou vários documentários: SLI DE
FRANCE sobre a técnica do ski, A L´ASSAUT DES AIGUILLES DU DIABLE (1943)
ele traduziu em imagens uma das escaladas mais difíceis dos Alpes. Tratado
com uma sobriedade notável, o filme é um dos que honram o cinema
documentário.
PREMIER DE CORDÉE – Louis Daquin passou para a imagem o tema do livro de
maior sucesso da época, de Roger Frison-Roche. Dificuldades e riscos
inumeráveis ocorreram, mas a habilidade e audácia ele consegue mostrar um
filme onde a montanha não está mais acima dos homens, mas ao lado deles,
uma montanha que os ajuda a viver e a se realizar. Este filme contribuiu
para suscitar a vocação de novos alpinistas.
TEMPÊTE SUR LES ALPES – de 1945, Marcel Ichac relata de uma maneira sóbria
e eficaz, os combates que se deram no colo do Midi a 3600 metros de
altitude, por franceses prisioneiros de quatro paredes de gelo do monte
Viso no maciço do Monte Branco, durante a guerra.
Marcel Ichac registrou o dia a dia da conquista do Anapurna em 1950. O
filme é um dos mais emocionantes que se possa ver, aberto a uma audiência
universal. Além das provas físicas que as imagens reproduzem, elas são
ricas de ressonâncias humanas e surpreendem por um desprendimento e
realismo surpreendente.
Em 1952 foi fundado o festival de filmes de montanha em Trente, ao pé das
Dolomitas.
CIMES E MERVEILLES – em 1952 foi recompensado pelo júri, filme de Samivel;
imagens de sua paixão pelos cumes com segurança e preocupação com
detalhes. Mais que um cineasta, ele foi um pintor da natureza, ligando-se
ao lado maravilhoso e que compõe um poema de imagens à gloria de um
universo alpino.
MONT EVEREST 1952 – André Roch e N.Dyhrenfurth retraçam o ataque pela
equipe genovesa nas encostas sul do Everest, e levaram o prêmio em Trente.
NATE DAL MARE, de Baldi (Itália), MONOLOGUE SUR LE SIXIEME DÉGRE de
Pedrotti (Itália), tratava da primeira vez do alpinismo solitário, foram
filmes comerciais também premiados.
DES HOMMES ET DES MONTAGNES – curta metragem premiado em Veneza, filme de
Gaston Rebuffat, que tenta precisar as ligações que unem o homem à
montanha.
VICTOIRE SUR L´ANAPURNA – de Marcel Ichac, em 1954 recebia uma distinção.
NANGA-PARBAT 1953, de H.Ertl (Alemanha) que retratou a extraordinária
ascensão solitária de Hermann Buhl.
DRAME A LA NANDA- DEVI, Languepin, recebeu a maior recompensas, o júri
motivou sua decisão pela “preocupação com a verdade e a emocionante
sobriedade com as quais foram recontados um dos mais trágicos
empreendimentos himalaianos destes últimos anos”. Tensing sherpa, futuro
vencedor do Everest participou deste filme, grande prêmio do festival de
Trente de 1954. |