A queda.

 

 

Neste momento, devido a descarga de adrenalina, a pessoa fica em um estado de alerta e ansiedade. Os músculos se contraem limitando a movimentação, a freqüência cardíaca se eleva, a ventilação aumenta, a salivação diminui e as pupilas se dilatam para captar o máximo de informações visuais. Durante o segundos de uma queda as informações sensoriais são inúmeras e fornecidas ao cérebro em alta velocidade - o que causa "sobrecarga" no sistema nervoso central e conseqüente perda de lucidez. Não há um "treinamento eficaz" para se aprender a cair de maneira segura. A freqüente exposição a quedas leva o organismo a se acostumar com essa situação e, neste caso, o cérebro passa a entender e processar somente as informações mais importantes. Isso leva a pessoa a um novo estado de consciência, quando é realmente possível desfrutar do sensível prazer de cair.

 

Para cair bem, com estilo, sem quebrar a cabeça e continuar escalando para o resto da vida aqui vão algumas dicas:

 

- Tentar visualizar o local de aterrissagem.

- Evitar que a corda fique entre as pernas.

 

Figura: Petzl

 

- Evitar quedas pendulares.

- Afastar-se da parede.

- Abrir braços e pernas a fim de estabilizar o vôo e proteger-se de impactos.

 

Figura: Petzl

 

- Em rampas de aderência - correr em direção da proteção.

- Em vias com possibilidades de quedas maiores de 5 metros é extremamente recomendável a utilização de peitoral.

 

Figura: Petzl

 

Orlei Jr.

Montanhista