Objetivo
dessa orientação:
Prover
orientações e estabelecer procedimentos padronizados
e necessários à colocação de proteções
fixas em vias de escalada em rocha.
Âmbito
de aplicação dessa orientação:
Vias
de uma enfiada de corda (escalada esportiva em campos escola).
Definições:
-
Entende-se por campos-escola, as áreas de escalada, principalmente
de escalada esportiva, assistidas e sob manutenção de
uma associação ou grupo de escaladores.
- Entende-se por proteções fixas as chapeletas, grampos
ou correntes instaladas no meio ou no fim das enfiadas de corda.

Observações:
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Toda a proteção instalada deverá evitar o choque
do escalador com o solo a partir de qualquer ponto da via, independente
do grau ou se ela foi conquistada de corda de cima ou a partir do
solo.
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Preferencialmente,
os primeiros pontos de proteção devem permitir que
sejam mosquetonados do solo. Não existe uma metragem padrão
para todas as vias porém, como exemplo, podemos citar a 1ª
proteção a pouco mais de 2 metros, a 2ª a aproximadamente
3 metros do solo e a 3ª a cerca de 4,5 metros do solo.
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Em vias de escalada esportiva, ou sobre elas, deve-se retirar qualquer
bloco de pedra ou lâmina de rocha que possa causar perigo
ao escalador.
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Toda via deve ser equipada somente com chapeletas confiáveis,
preferencialmente aprovadas pela UIAA ou, em último caso,
com grampos de no mínimo 12mm de diâmetro fixados com
colas químicas (Sicadur Nº 31 ou Lokset MP da Fosroc).
A utilização de grampos em vias com mais de 90º
de inclinação (negativas) ou em tetos não é
recomendada.
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As proteções fixas devem ser colocadas sempre objetivando
uma linha reta a fim de evitar atrito excessivo na corda. Deve-se
evitar que a corda seja conduzida sobre quinas ou arestas afiadas
que possam danificá-las.
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Deve-se procurar instalar as proteções fixas próximas
a agarras que permitam o mosquetonamento seguro.
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Deve-se colocar as proteções fixas distantes, no mínimo
40cm, de bordas, tetos ou fendas.
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As proteções fixas devem ser colocadas, preferencialmente,
eqüidistantes entre elas, sendo que essa distância não
deve ultrapassar 4 metros.
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As reuniões ou finais de enfiadas devem ser equipadas com
pelo menos duas proteções fixas, preferencialmente
unidas por corrente composta por elos de, no mínimo, 6mm
de espessura.

Orientações para a instalação:
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Escolher uma superfície, preferencialmente, plana.
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Verificar a solidez da rocha golpeando a mesma com uma marreta ou
martelo. Atentar para o som gerado pelas batidas o qual deve ser
agudo e não grave.
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Perfurar a rocha, utilizando broca manual ou furadeira, em ângulo
perpendicular (90º) à rocha segundo os seguintes parâmetros:
3.1. Arenito - profundidade mínima do furo 10cm.
3.2. Basalto, granito, conglomerado ou calcário - profundidade
mínima do furo 7cm.
3.3. Paredes negativas ou tetos de qualquer rocha - utilizar somente
chumbadores - profundidade
mínima do furo 7cm.
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As chapeletas devem ser de marcas confiáveis e, preferencialmente,
aprovadas pela UIAA. Deve-se evitar a utilização de
chapeletas caseiras.
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Os chumbadores
devem apresentar parafusos centrais de bitola de 10mm (3/8 polegadas)
e comprimento segundo os parâmetros descritos no ítem
3. A utilização de "spits" não é
recomendada.
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Os grampos
devem ser colocados com 15º de inclinação em relação
à parede, com os olhais para cima, encaixados em canaletas
feitas na rocha que impeçam a rotação do mesmo.
Estas proteções fixas devem ser colocadas somente em
paredes com ângulo de até 90º (positivas), a menos
que sejam colocados com cola química (Sicadur Nº 31 ou
Lokset MP).
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Os furos devem ser feitos utilizando brocas de bitola igual aos
chumbadores ou grampos. Apenas deve-se fazer furos de aproximadamente
1mm maior que a bitola de chumbadores com "jaquetas" externas
ou pinos e grampos (2mm) conjugados com colas químicas. Tais
pinos ou grampos só poderão ser submetidos a esforço
após 24 horas de secagem das colas químicas.
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Deve-se retirar todo pó resultante da perfuração
da rocha antes de introduzir o chumbador ou grampo utilizando, para
este fim, um soprador (cano plástico de 6 a 8mm).
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Depois de finalizado o furo e retirado o pó, deve-se martelar
os chumbadores para dentro do orifício sem que haja excessiva
pressão entre tais proteções e as paredes do
furo. Ao contrário, os grampos devem ser martelados sob pressão,
a menos que sejam utilizados em conjunto com colas químicas.
-
Os chumbadores
devem ser parafusados até que as chapelatas estejam completamente
fixadas. Evitar pressões demasiadamente excessivas ao apertar
a rosca dos chumbadores.
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As paradas e reuniões no final de enfiadas devem conter no
mínimo duas proteções fixas interligadas, preferencialmente,
por corrente com elos de no mínimo 6mm de espessura.
Referências bibliográficas:
-
PACI, Paolo. Curso de Escalada Deportiva. Editorial de Vecchi, S.A.
Barcelona, 1992.
- LONG, John. Climbing Anchors. Chockstone Press. Falcon Publishing
Inc. Helena, 1993.
- LONG, John. Clip and Go. Chockstone Press, Colorado, 1994.
- BENGE, M. Rock Tools and Technique. Climbing Magazine. Elk Montain
Press, Colorado, 1995.
- LONG, John. Anclajes de Escalada - colocación y utilización.
Ediciones Desnivel, Madrid, 1996.
- Revista Escalar Nº11, Abril/Maio de 1999.
- Revista Escalar Nº 12, Junho/Julho de 1999.
- Revista Escalar Nº16, Fevereiro/Março de 2000.
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