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G.P.S. - Sistema de Posicionamento Global. |
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No dia 23 de agosto de 1499, o navegador italiano Américo Vespúcio acreditava estar navegando pelas costas das Índias, baseado nos relatos de seu colega e patrício Cristóvão Colombo. Levava a bordo de sua caravela um Almanaque - livro que lista as posições e os eventos relacionados aos corpos celestes - que previa o alinhamento da Lua com Marte para a meia-noite daquele dia. Vespúcio esperou até quase o amanhecer para observá-lo. Sabendo que a referência dos dados contidos no Almanaque era a cidade de Ferrara, na Itália, avaliou a diferença de tempo entre as duas observações e, com o valor do diâmetro da Terra já conhecido, pôde calcular a que distância se encontrava de Ferrara - sua longitude. Concluiu que não poderia estar nas costas das Índias e afirmou categoricamente que Colombo havia descoberto um novo continente. Foi a primeira pessoa a saber a verdade sobre o Novo Mundo. O nome AMÉRICA homenageou-o e perpetuou esse romântico acontecimento.
Garmin 12 XL.
A rádio-navegação.
A tecnologia atual permite que qualquer pessoa
possa se localizar no planeta com uma precisão nunca imaginada por
navegantes e aventureiros há até bem pouco tempo. O sofisticado sistema
que tornou realidade esse sonho e chamado "G.P.S." - Global Positioning
System (Sistema de Posicionamento Global) - e foi concebido pelo
Departamento de Defesa dos EUA no início da década de l960, sob o nome de
'projeto NAVSTAR'. O sistema foi declarado totalmente operacional apenas
em l995. Seu desenvolvimento custou 10 bilhões de dólares. Consiste de 24
satélites que orbitam a terra a 20.200 km duas vezes por dia e emitem
simultaneamente sinais de rádio codificados. Testes realizados em 1972
mostraram que a pior precisão do sistema era de 15 metros. A melhor, 1
metro. Preocupados com o uso inadequado , os militares americanos
implantaram duas opções de precisão: para usuários autorizados (eles
mesmos) e usuários não-autorizados (civis). Os receptores GPS de uso
militar têm precisão de 1 metro e os de uso civil, de 15 a 100 metros.
Cada satélite emite um sinal que contem: códigos de precisão (P); código
geral (CA) e informação de status. Como outros sistemas de
rádio-navegação, todos os satélites enviam seus sinais de rádio exatamente
ao mesmo tempo, permitindo ao receptor avaliar o lapso entre
emissão/recepção. A potência de transmissão é de apenas 50 Watts. A
hora-padrão GPS é passada para o receptor do usuário. Receptores GPS em
qualquer parte do mundo mostrarão a mesma hora, minuto, segundo,... até
mili-segundo. A hora-padrão é altamente precisa, porque cada satélite tem
um relógio atômico, com precisão de nano-segundo - mais preciso que a
própria rotação da Terra. O receptor tem que reconhecer as localizações
dos satélites. Uma lista de posições, conhecida como almanaque, é
transmitida de cada satélite para os receptores. Controles em terra
rastreiam os satélites e mantém seus almanaques acurados. Cada satélite
tem códigos P e CA únicos, e o receptor pode distinguí-los. Os códigos P
são mais complexos que os CA, e somente usuários militares podem
reconhecê-los, pois seus receptores têm o valor para comparação na
memória. Receptores civis medem os lapsos de tempo entre a recepção dos
sinais codificados em CA. O conceito da rádio-navegação depende
inteiramente da transmissão simultânea de rádio-sinais. O controle de
terra interfere fazendo com que alguns satélites enviem seus sinais CA
ligeiramente antes ou depois dos outros. A interferência deliberada
introduzida pelo Departamento de Defesa dos EUA é a fonte da
Disponibilidade Seletiva - Selective Availability (AS). Os civis
desconhecem o valor do erro, que é alterado aleatoriamente e está entre 15
e 100 metros. Os receptores militares não são afetados. Existe outra fonte
de erro que afeta os receptores civis: a interferência ionosférica. Quando
um sinal de rádio percorre os elétrons livres na ionosfera, sofre um certo
atraso. Sinais de freqüências diferentes sofrem atrasos diferentes. Para
detectar esse atraso, os satélites do sistema enviam o código P em duas
ondas de rádio de diferentes freqüências, chamadas L1 e L2. Receptores
caros rastreiam ambas as freqüências e medem a diferença entre a recepção
dos sinais L1 e L2, calculam o atraso devido aos elétrons livres e fazem
correções para o efeito da ionosfera. Receptores civis não podem corrigir
a interferência ionosférica porque os códigos CA são gerados apenas na
freqüência L1 ( l575,42 MHz ). Existem receptores específicos, conhecidos
com não-codificados, que são super acurados. Como desconhecem os valores
do código P, obtém sua precisão usando técnicas especiais de
processamento. Eles recebem e processam o código P por um número de dias e
podem obter uma posição fixa com precisão de 10 mm. É ótimo para
levantamento topográfico. Os sinais gerados pelos satélites contém um
"código de identidade", dados efêmeros (de status) e dados do almanaque. O
código de identidade (Pseudo-Random Code - PRN ) identifica qual satélite
está transmitindo. Nos referimos aos satélites pelos seus PRN, de 1 a 32,
e este é o número mostrado no receptor para indicar qual(is) satélite(s)
estamos recebendo. Os dados efêmeros (de status) são constantemente
transmitidos e contém informações de status do satélite (operacional ou
não), hora, dia, mês e ano. Os dados de almanaque dizem ao receptor onde
procurar cada satélite a qualquer momento do dia. Com um mínimo de três
satélites, o receptor pode determinar uma posição Lat/Long - que é chamada
posição fixa 2D. (Deve-se entrar com o valor aproximado da altitude para
melhorar a precisão). Com quatro ou mais satélites, um receptor pode
determinar uma posição 3D, que inculpe Lat/Long/Altitude. Pelo
processamento contínuo de sua posição, um receptor pode também determinar
velocidade e direção do deslocamento. Fatores que afetam a precisão do sistema.
A primeira e maior fonte de erro é a Disponibilidade Seletiva (Selective Availability - S.A.). É uma degradação intencional imposta pelo Departamento de Defesa dos EUA. O erro máximo imposto é de 100 m, mas em geral introduz-se um erro de 30 m. O Sistema foi originalmente projetado para uso militar, mas em l980, por decisão do então presidente Ronald Reagan, liberou-se o Sistema para o uso geral, reservando aos militares a melhor precisão. Desde então, satélites sujeitos à degradação SA têm sido regularmente lançados. Hoje, todos os satélites permitem degradação AS. A razão principal é evitar que organizações terroristas ou forças inimigas se utilizem da precisão do sistema. Outro fator que afeta a precisão é a 'Geometria dos Satélites'- localização dos satélites em relação uns aos outros sob a perspectiva do receptor GPS. Se um receptor GPS estiver localizado sob 4 satélites e todos estiverem na mesma região do céu, sua geometria é pobre. Na verdade, o receptor pode não ser capaz de se localizar, pois todas as medidas de distância provém da mesma direção geral. Isto significa que a triangulação é pobre e a área comum da interseção das medidas é muito grande (isto é, a área onde o receptor busca sua posição cobre um grande espaço). Dessa forma, mesmo que o receptor mostre uma posição, a precisão não é boa. Com os mesmos 4 satélites, se espalhados em todas as direções, a precisão melhora drasticamente. Suponhamos os 4 satélites separados em intervalos de 90º a norte, sul, leste e oeste. A geometria é ótima, pois as medidas provém de várias direções. A área comum de interseção é muito menor e a precisão muito maior. A geometria dos satélites torna-se importante quando se usa o receptor GPS próximo a edifícios ou em áreas montanhosas ou vales. Quando os sinais de algum satélite é bloqueado, a posição relativa dos demais determinará a precisão, ou mesmo se a posição pode ser obtida. Um receptor de qualidade indica não apenas os satélites disponíveis, mas também onde estão no céu (azimute e elevação), permitindo ao operador saber se o sinal de um determinado satélite está sendo obstruído. Outra fonte de erro é a interferência resultante da reflexão do sinal em algum objeto, a mesma que causa a imagem 'fantasma' na televisão. Como o sinal leva mais tempo para alcançar o receptor, este 'entende' que o satélite está mais longe que na realidade. O erro causado é de aproximadamente 2 m. Outras fontes de erro: atraso na propagação dos sinais devido aos efeitos atmosféricos e alterações do relógio interno. Em ambos os casos, o receptor GPS é projetado para compensar os efeitos.
Rastreamento de satélites.
Um receptor rastreia um satélite pela recepção
de seu sinal. Sinais de apenas quatro satélites são necessários para
obtenção de uma posição fixa tridimensional, mas é desejável um receptor
que rastreie mais de quatro satélites simultaneamente. Com o usuário se
desloca, o sinal de algum satélite pode ser bloqueado repentinamente por
algum obstáculo, restando satélites suficientes para orientá-lo. A maioria
dos receptores rastreia de 8 a 12 satélites ao mesmo tempo. Um receptor
não é melhor que outro por rastrear mais satélites. Rastrear satélites
significa conhecer suas posições. Não significa que o sinal daquele
satélite está sendo usado no cálculo da posição. Muitos receptores
calculam a posição com quatro satélites e usam os sinais do quinto para
verificar se o cálculo está correto.
Garmin V.
Canais.
Os receptores não funcionam acima de
determinada velocidade de deslocamento. O número de canais determina qual
a velocidade máxima de uso. Mais canais não significa necessariamente
maior velocidade. O número de canais não é fator importante na escolha do
receptor, e sim, sua velocidade de operação. Depois que os sinais são
captados pela antena, são direcionados para um circuito eletrônico chamado
canal, que reconhece os sinais de diferentes satélites. Um receptor com um
canal lê o sinal de cada satélite sucessivamente, até receber os sinais de
todos os satélites rastreados. A técnica é chamada "time multiplexing".
Leva menos de um segundo para processar os dados e calcular a posição. Um
receptor com mais de um canal é mais rápido, pois os dados são processados
simultaneamente.
Antenas.
A antena recebe os sinais dos satélites. Como
os sinais são de baixa intensidade, as dimensões da antena podem ser muito
reduzidas. Receptores portáteis utilizam um dos dois tipos: - Quadrifilar
helix - formato retangular; localização externa; giratória; detecta melhor
satélites localizados mais baixos no horizonte. - Patch (microstrip) -
Menor que a helix; localização interna; pode detectar satélites na
vertical e 10* acima do horizonte. ANTENAS EXTERNAS Podem ser conectadas
através de uma extensão à maioria dos receptores. Alguns receptores
possuem antena destacável, permitindo melhor uso a bordo de veículos. Se
você for comprar uma antena externa, escolha uma 'ativa' que amplifica os
sinais antes de enviá-los para o receptor. Ao construir uma extensão, opte
por encurtar o cabo o máximo possível para diminuir a perda do sinal. Entrada de dados.
Receptores GPS são projetados para serem
compactos, não possuindo teclado alfa-numérico. Todos os dados são
digitados uma letra ou número ou símbolo por vez. Se o receptor não
permitir rápida mudança de caracteres, NÃO COMPRE. Se você quer usar o
receptor associado a outro equipamento, opte por um com essa capacidade.
Embora a maioria dos receptores possa enviar dados para equipamentos
periféricos, nem todos podem receber dados. Aplicações.
Alguns equipamentos úteis apenas recebem
informação de um receptor GPS. Os dados são continuamente enviados para o
equipamento acoplado ao receptor, que os utiliza para outras finalidades:
- Mapa dinâmico: um mapa no computador que traça seus deslocamentos. -
Visão gráfica de sua posição em relação a outros pontos. - Piloto
automático: o receptor informa sua posição ao piloto automático. -
Mapeamento: transferência dos dados obtidos durante sua viagem. -
Pós-processamento: uso dos dados para cálculos posteriores, reduzindo o
efeito da disponibilidade seletiva. Um piloto automático é um bom exemplo
de trabalho associado. O receptor é conectado ao piloto automático e o
alimenta continuamente com a presente posição. O piloto automático usa os
dados para ajustar a direção e permanecer no curso. O piloto automático
nunca manda dados de volta para o receptor. O receptor GPS deve usar uma
linguagem que o equipamento a ele associado possa entender. Existe uma
linguagem padrão para equipamentos de navegação chamada: Protocolo NMEA -
National Maritime Eletronics Association. Existem diferentes formatos de
protocolos, então verifique se o receptor e o equipamento usam o mesmo
formato. Os mais comuns são: 180; 182; 183 versão 1,5; 183 versão 2,0. A
maioria dos receptores tem saída NMEA de dados.
O receptor pode também receber dados do
computador. Os usos comuns são: - Transferência de pontos plotados no
computador para o receptor GPS; - Transferência de pontos plotados no
receptor GPS para o computador, liberando sua capacidade de armazenagem de
dados; - Transferência das coordenadas de um ponto selecionadas em um mapa
na tela do computador para o receptor GPS. Como plotar pontos no receptor
pode ser cansativo devido à ausência de teclado alfa-numérico, um editor
permite a entrada de dados rápida e facilmente. Digita-se os dados
usando-se o teclado do computador transferindo-os depois para o receptor.
Outra maneira de plotar os pontos no computador é usar um mapa da área na
tela e selecionar os pontos a serem plotados com um mouse. O computador
transfere automaticamente as coordenadas dos pontos para o receptor. Nem
todos os receptores são projetados para receber dados. Existem três
linguagens utilizadas nos receptores com essa capacidade: NMEA; ACS II
(formato de texto de um PC comum; e Proprietary (linguagens desenvolvidas
pelos próprios fabricantes). Poucos receptores portáteis recebem dados
NMEA. Alguns recebem dados ACS II e podem ser conectados diretamente ao
computador RS 232. A maioria dos receptores apenas recebem dados no
formato projetado pelo fabricante. Algumas companhias querem limitar
programas feitos por terceiros para seus receptores e se recusam a revelar
o formato usado. Se você quer usar seu receptor associado a outros
equipamentos, verifique a compatibilidade das linguagens empregadas.
Garmin Etrex Summit.
DGPS - Diferential GPS.
O GPS Diferencial - DGPS - é um processo que
permite ao usuário civil obter uma precisão de 2 cm a 5 m, pelo
processamento contínuo de correções nos sinais. As correções são
transmitidas em Freqüência Modulada ou via satélite e são disponíveis em
alguns países através de serviços de subscrição taxados. Podem também ser
transmitidas por um segundo receptor ou por faróis de navegação
localizados num raio de 100 km do usuário. Em ambos os casos, é necessário
ter uma antena receptora DGPS conectada ao receptor GPS convencional.
SOBRE OS MAPAS: SISTEMAS DE COORDENADAS São padrões de quadrados e
retângulos superpostos aos mapas que permitem identificação de todo e
qualquer ponto. O sistema mais usado que cobre o mundo todo é o
LATITUDE/LONGITUDE. Usa-se como referências a Linha do Equador - que
divide a Terra em Hemisfério Norte (N) e Hemisfério Sul (S) - e a linha
que passa pelos polos e pela cidade inglesa de Greenwich (Meridiano de
Greenwich) - que divide a Terra em Hemisfério Oeste (W, de West) e
Hemisfério Leste (E, de East). As linhas imaginárias paralelas à do
Equador são chamadas de Paralelos de Latitude e suas perpendiculares, de
Meridianos de Longitude. Convencionou-se que a linha do Equador é a linha
0º de Latitude e o meridiano de Greenwich, a linha 0º de Longitude. O
meridiano oposto, a 180º, é chamado de "International Date Line" (Linha
Internacional de Mudança de Data). O Polo Norte está na Latitude 90º Norte
e o Sul, na 90º Sul. P último pedido de socorro do Titanic partiu das
coordenadas localizadas no paralelo de latitude 41º e 45' acima do Equador
(Hemisfério Norte) e no meridiano de longitude a 050º e 14' a oeste de
Greenwich (Hemisfério Oeste). Assim, no sistema LAT/LONG, suas coordenadas
eram: N 41º 45' W 050º14'.
UTM.
Universal Transversa de Mercator A genialidade
da grade UTM está na facilidade e precisão que ela permite na leitura de
mapas muito detalhados. Gerardus Mercator, cartógrafo belga do século XVI,
não imaginava o alcance da projeção elaborada por ele. A grade UTM divide
o mundo em 60 zonas de 6º de largura. A zona número 1 começa na longitude
oeste 180º (W 180º=E180º). Continuam em intervalos de 6º até a zona de
número 60. Cada zona é projetada num plano e perde sua característica
esférica. Assim suas coordenadas são chamadas "falsas". A distorção
produzida pela projeção limita o mapa à área compreendida entre as
latitudes N 84º e S 80º. A grade UTM não inclui necessariamente letras na
sua designação. A letra 'U', usada como referência pelo Sistema Militar
Americano (U. S. Military Grid System), designa a região compreendida
entre as latitudes N 48º e N 56º. Letras em ordem alfabética - de sul para
norte - são usadas para designar seções de 8º, de forma a coincidir a
seção 'U 'entre as referidas latitudes. Alguns receptores usam essa
notação, outros apenas indicam se as coordenadas estão acima ou abaixo do
Equador. Cada zona tem sua referência vertical e horizontal. A linha de
longitude que divide uma zona de 6º em duas metades é chamada de 'zona
meridiana'. Por exemplo, a zona 1 é limitada pelas linhas de longitude W
180º e W 174º, então sua zona meridiana é a linha de longitude W 177º. A
zona meridiana é sempre definida como 500.000 m. As coordenadas
horizontais maiores ou menores que 500.000 m se localizam a leste ou oeste
da zona meridiana, respectivamente. O valor de uma coordenada horizontal
avalia sua distância - em metros - da zona meridiana. A coordenada 501.560
está a 1.560 m a leste da zona meridiana; a 485.500 está a (500.000 -
485.500) = 14.500 m a oeste da zona meridiana. As coordenadas horizontais
crescem para leste e decrescem para oeste. As coordenadas verticais são
medidas em relação ao Equador, que é cotado como a coordenada 0.000.000 m
de referência para o Hemisfério Norte ou como a coordenada 10.000.000 m de
referência para o Hemisfério Sul. A coordenada vertical de uma localidade
acima da Linha do Equador é sua distância - em metros - ao Equador. A
coordenada vertical 5.897.000 significa que o ponto está a 5.897,0 m acima
do Equador. Se o ponto estiver abaixo do Equador, a distância é calculada
subtraindo-se o valor da coordenada do valor de referência para o
Hemisfério Sul (10.000.000 - 5.897.000 = 4.103,0 m). Como a mesma
coordenada vertical pode ser associada a duas localidades distintas, uma
acima e outra abaixo do Equador, é necessário indicar em qual hemisfério
se localiza para identificá-la.
Datum do mapa.
Os mapas são confeccionados de forma que todos
os pontos estão a determinada distância de um ponto de referência padrão
chamado DATUM. Antigamente cada país escolhia independentemente seu
próprio DATUM. Resulta que as mesmas localidades tinham diferentes
coordenadas em mapas de diferentes países.
Grade Maidenhead e Trimble.
A grade MAIDENHEAD é usada por operadores de
rádio amador. Divide o mundo em grades de 20º de longitude por 10º de
latitude, que são identificadas por duas letras, AA - RR. As grades são
subdivididas em áreas de 2º x 1º e rotuladas com 2 números, 00 - 99. As
áreas são novamente subdivididas em subáreas de 5' de longitude por 2,5'
de latitude e rotuladas com letras, AA - XX. Uma coordenada Maidenhead é
coisa do tipo EM 18 BX.. A grade TRIMBLE é uma extensão da grade
Maidenhead, que torna-a mais acurada e utilizável em receptores GPS. Uma
sub-área Maidenhead pode cobrir uma área de até 8,9 km x 4,8 km. Um
receptor pode reconhecer áreas muito menores que esta, então a grade
TRIMBLE subdividiu a sub-área ainda mais, adicionando um par de números
(00 - 99) e letras (AA - YY) ao formato Maidenhead. A coordenada fica
então AQ 57 DK 23 SU , por exemplo. Receptores TRIMBLE são úteis para quem
precisa de coordenadas Maidenhead, pois podem converter qualquer grade em
Maidenhead.
Garmin Rino (Radio Integrated Navigation Outdoors).
Escala.
É a relação entre a medida feita no mapa e seu
valor real. A escala 1:1.000.000 significa que 1 centímetro lido no mapa
eqüivale a 1.000.000 de centímetros (10 km) na realidade. O uso associado
de um bom mapa e um receptor GPS é uma poderosa ferramenta de orientação e
navegação.
Receptores.
Existem receptores de diversos fabricantes
disponíveis no mercado, desde os portáteis - pouco maiores que um maço de
cigarros - que custam pouco mais de 100 dólares, até os sofisticados
computadores de bordo de aviões e navios, passando pelos que equipam
muitos carros modernos. Além de receber e decodificar os sinais dos
satélites, os receptores são verdadeiros computadores que permitem várias
opções de: referências; sistemas de medidas; sistemas de coordenadas;
armazenagem de dados; troca de dados com outro receptor ou com um
computador; etc. Alguns modelos têm mapas muitos detalhados em suas
memórias. Uma pequena tela de cristal líquido e algumas teclas permitem a
interação receptor/usuário.
Principais características de um receptor.
Permitem armazenar pontos em sua memória,
através de coordenadas lidas em um mapa; obtidas pela leitura direta de
sua posição ou através de reportagens ou livros especializados que as
publiquem. - Os pontos plotados na memória podem ser combinados formando
rotas que, quando ativadas, permitem que o receptor analise os dados e
informe, por exemplo: tempo, horário provável de chegada e distância até o
próximo ponto; tempo, horário provável de chegada e distância até o
destino; horário de nascer e do por do Sol; rumo que você deve manter para
chegar ao próximo ponto de sua rota e muito mais. A função ROTA é
importante porque permite que o receptor guie o usuário do primeiro ponto
ao próximo e assim sucessivamente até o destino. Quando você atinge um
ponto, o receptor busca o próximo - sem a interferência do operador -
automaticamente. A função GO TO é similar, sendo o ponto selecionado o
próprio destino. - Grava na memória seu deslocamento, permitindo retraçar
seu caminho de volta ao ponto de partida. Pode-se avaliar sua utilidade em
barcos, caminhadas e uso fora-de-estrada. - Os receptores instalados nos
carros dos países onde existem mapas digitalizados - computadores de bordo
- trazem em sua memória mapas detalhados de cidades e endereços úteis como
restaurantes, shoppings, hotéis, etc. Um menu permite ao motorista ativar
automaticamente uma rota até o ponto desejado, seja outra cidade, outro
bairro ou um endereço específico. (No Brasil, provavelmente a General
Motors sairá na frente na oferta desse opcional, no carro a ser produzido
em sua unidade do Rio Grande do Sul. A filial da Mannesmann VDO AG.,
fabricante alemã desse equipamento, está sondando empresas especializadas
para fazerem o mapeamento digitalizado das cidades brasileiras com mais de
100.000 habitantes.
Aplicações do GPS.
Além de sua aplicação óbvia na aviação geral e
comercial e na navegação marítima, qualquer pessoa que queira saber sua
posição, encontrar seu caminho para determinado local (ou de volta ao
ponto de partida), conhecer a velocidade e direção de seu deslocamento
pode se beneficiar com o sistema. A comunidade científica o utiliza por
seu relógio altamente preciso. Durante experimentos científicos de coleta
de dados, pode-se registrar com precisão de micro-segundos (0,000001
segundo) quando a amostra foi obtida. Naturalmente a localização do ponto
onde a amostra foi recolhida também pode ser importante. Agrimensores
diminuem custos e obtêm levantamentos precisos mais rapidamente com o GPS.
Unidades específicas têm custo aproximado de 3.000 dólares e precisão de 1
metro, mas existem receptores mais caros com precisão de 1 centímetro. A
coleta de dados por estes receptores é bem mais lenta. Guardas florestais,
trabalhos de prospecção e exploração de recursos naturais, geólogos,
arqueólogos, bombeiros, são enormemente beneficiados pela tecnologia do
sistema. O GPS tem se tornado cada vez mais popular entre ciclistas,
balonistas, pescadores, ecoturistas ou por leigos que queiram apenas
planejar e se orientar durante suas viagens. Com a popularização do GPS,
um novo conceito surgiu na agricultura: a agricultura de precisão. Uma
máquina agrícola dotada de receptor GPS armazena dados relativos à
produtividade em um cartão magnético que, tratados por programa
específico, produz um mapa de produtividade da lavoura. As informações
permitem também otimizar a aplicação de corretivos e fertilizantes.
Lavouras americanas e européias já utilizam o processo que tem enorme
potencial em nosso país.
Garmin iQue.
Limitações.
O receptor não é um altímetro confiável, pois
o erro de 15 a 100 metros introduzido propositadamente se aplica também à
altitude. Os sinais dos satélites não penetram em vegetação densa, vales
estreitos, cavernas ou na água. Montanhas altas ou edifícios próximos
também afetam sua precisão. Para o uso automotivo, deve-se providenciar
uma extensão para fixar a antena externamente ou posicioná-lo junto ao
pára-brisas. Os conectores são do tipo LM-1 e LF-1, usados por
rádio-amadores. É importante que o receptor utilize pilhas comercializadas
no nosso mercado e que tenha como acessório um adaptador para ligá-lo no
acendedor de cigarros do veículo. Para o uso em ambiente marinho, é
fundamental que o receptor seja a prova d'água para evitar corrosão em
seus componentes.
Escolha certo.
O item mais importante é definir a aplicação
básica que você terá para um receptor GPS. Identifique então os modelos
disponíveis no mercado e liste-os sob a forma de uma tabela comparativa
contendo preços, características principais e acessórios disponíveis.
Acessórios ou características supérfluas à sua aplicação encarecem
desnecessariamente o modelo a ser adquirido. Um receptor portátil para o
uso geral de excelente relação custo/benefício é o modelo GPS III
fabricado pela Garmin (www.garmin.com). Vem de fábrica com um mapa
bastante detalhado implantado na memória; funciona com 4 pilhas tamanho AA
ou conectado ao acendedor de cigarros do veículo; sua memória tem
capacidade de gravar até 500 pontos e 20 rotas diferentes e registra seu
deslocamento automaticamente. Permite entrada/saída de dados para outros
equipamentos e custa aproximadamente 300 dólares nos EUA. Existe um modelo
específico para as Américas e o modelo PILOT, mais caro, para o uso em
aviação.
Glossário:
ALMANAQUE - Informações de localização
(constelação) e status dos satélites transmitida por cada satélite e
coletada pelo receptor.
- GPS Made Easy - Letham, Lawrence - Canadá -
l996
Garmin Foretrex. |
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Montanhista. |