Capacete.

 

Em qualquer ascensão o capacete é o principal equipamento de proteção.

 

Principalmente em duas situações de inegável perigo:

1ª Queda repentina de pedras ou outros objetos contundentes (blocos de gelo, material, ...).
 

2ª Queda do próprio escalador. Que pode golpear a cabeça contra a superfície da rocha. Esta eventualidade pode acontecer inclusive com os escaladores esportivos que, em uma queda sem controle, podem se enrolar na própria corda e virar de cabeça para baixo.

 

Foto: DMTM

Foto: DAV

 
Características de um bom capacete:
 

- Deve ser leve. Durante a escalada levantamos, abaixamos e giramos a cabeça muitas vezes. Uma opção mais pesada pode provocar fadiga na musculatura posterior do pescoço e dores de cabeça.
- Deve possuir um sistema de ventilação adequado para evitar que o montanhista leve um forno sobre a cabeça no dias mais quentes. Para fazer uma boa escolha basta lembrar que 2 gotas de suor (~1g) logo se transformarão em 1,5 litros de vapor de água, que irão condensar sobre a sua cabeça.
- Os mais volumosos são mais resistentes e adequados para escalada de grandes paredes e trabalhos verticais, os menores são mais indicados para escalada esportiva.
- Deve possuir certificado UIAA, CE, ...

 

Teste UIAA para a homologação de capacetes.

“Teoricamente, a energia de 100 Joules produzida por uma pedra de 100g que cai de 10m de altura pode causar graves lesões em um escalador desprotegido. A utilização de um capacete nos permite suportar impactos de 175 Joules sem riscos.”


Tito Núñez

Dicas:

- Testar sua estabilidade.
- Verificar se possui algum sistema para fixação de lanterna de cabeça.
- Verificar se o fecho não machuca ou é difícil de manusear sob o pescoço.
- Verificar se as correias não geram atrito com as orelhas.

- A partir dos 5 anos de uso estima-se que o capacete tenha perdido 25% de sua resistência. Após um forte impacto, mesmo que não apresente danos, o capacete deverá ser substituído.

Orlei Jr.

Montanhista