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Objetivo:
O objetivo deste
curso é capacitar o aluno para que ele possa, de maneira autônoma, realizar ascensões em
médias montanhas (aprox. 5000m) através de caminhada.
Pré-requisitos:
- Ter boa condição física.
- Possuir:
mochila de 50 litros (ou maior), saco de dormir (ou cobertor), roupa para dois dias (jaqueta
impermeável, agasalhos, boné, touca, luvas, meias sobressalentes, ...),
cantil de 2 litros (pode ser garrafa PET), prato e caneca de
plástico, colher, garfo, canivete multiuso, lanterna de cabeça (com lâmpada e
baterias de reserva),
bloco de anotações, caneta, protetor solar, kit de higiene, isolante térmico, botas
e sandálias.
Prefira roupas produzidas com tecidos
sintéticos.
Programação:
1ª
aula - teórica - data, horário e local a combinar.
- Introdução
- História do montanhismo.
- Ética e mínimo impacto.
- Organização de expedições.
2ª aula - prática - Refúgio Canastra -
Canela.
- Meteorologia
- Vestuário
- Equipamentos
- Organização da mochila.
- Alimentação
- A montanha.
- Acampamento
3ª aula - prática - Refúgio Canastra -
Canela.
- Caminhada
- Orientação
- Situações de emergência.
- Conclusão
Temas abordados:
História do montanhismo
- Montanhismo no mundo, no Brasil e no Rio Grande do Sul.
- A comunidade do montanhismo.
- Ética: definição e valores defendidos pelos montanhistas.
Responsabilidade: individual, pelo grupo, do
guia.
- Respeito as tradições locais.
- Restrições ambientais.
- Impacto ambiental desnecessário.
- Desproporção entre o desafio e os meios utilizados.
- Valorização da ascensão limpa, de mínimo impacto.
- Acesso: ameaças ao acesso das trilhas, urbanização, favelização,
propriedades privadas, restrições determinadas por órgãos públicos,
conflitos com os proprietários de terrenos, conflitos entre
montanhistas, impacto ambiental, falta de informação de órgãos
públicos, formas de preservação do acesso, cortesia com proprietários
e com a população local, bom relacionamento com órgãos públicos,
denúncia e ações judiciais.
- Mínimo impacto: definições, medidas preventivas, planejamento,
segurança; manutenção das trilhas e locais de acampamento, lixo e
banheiro, remoção de material, fogueiras, fauna e flora e
cordialidade.
Equipamento
- Mochilas: utilização, tamanhos, tipos, ajustes, arrumação,
manutenção e os critérios de aposentadoria.
- Barracas: utilização, tipos, vantagem / desvantagens, montagem,
manutenção e os critérios de aposentadoria.
- Isolantes térmicos: utilização, tipos, vantagens e desvantagens,
manutenção e os critérios de aposentadoria.
- Sacos de dormir: utilização, tipos, materiais, relação peso /
volume, fitas de compressão, temperaturas máxima,mínima e de conforto,
manutenção e os critérios de aposentadoria.
- Sacos de bivaque: utilização, manutenção e os critérios de
aposentadoria.
- Fogareiros: utilização, tipos, combustíveis, montagem, proteção
contra vento, manutenção e os critérios de aposentadoria.
- Vestuário:
O calor corporal, perdas e manutenção.
Proteção contra o frio, o vento e a chuva.
Tecidos: tratamentos e acabamentos, tecidos térmicos, impermeabilidade
X transpiração, tecidos de secagem rápida, teoria das camadas.
Proteções para a cabeça, para as mãos e para os pés.
Calçados: tipos, materiais, solados e ajustes.
- Cantis: utilização, tipos, vantagens, desvantagens, manutenção e os
critérios de aposentadoria.
- Lanternas: utilização, tipos, lâmpadas, baterias, influência da
temperatura e da umidade, recomendações (pilhas e lâmpada extras),
manutenção e os critérios de aposentadoria.
- Bastões de caminhada: utilização, manutenção e os critérios de
aposentadoria.
Caminhada
- Aquecimento.
- Passo na subida e na descida.
- Ritmo pessoal e de grupo, distâncias, tempo de caminhada e de parada
para descanso.
- Gasto energético, hidratação, alimentação e recuperação.
- Ajustes da mochila e dos calçados em função do terreno.
- Influência do terreno e das condições meteorológicas.
- Influência do peso transportado.
- Aproveitamento de curvas de nível.
- Emprego de bastões de caminhada.
- Técnicas específicas: terrenos escorregadios, vegetação espessa,
pedras soltas, travessia de rios, caminhada ao longo de rios, costões
de pedra, escalaminhada.
- Alongamento
Acampamento e bivaque
- Acampamento:
Escolha do local de acampamento: escoamento da água, vento dominante,
sombra, proximidade da água, vales, cristas, solo, resistente ou já
impactado.
Riscos e desaconselhamento de fogueiras.
Cuidados na utilização de fogareiros.
Mínimo impacto em acampamentos.
- Bivaque (planejado e emergencial):
Bivaque planejado: vantagens e desvantagens, equipamentos empregados,
precauções e recomendações.
Bivaque emergencial: prioridades num bivaque emergencial, princípios
de isolamento térmico, abrigos naturais, materiais para improvisação.
Técnicas de orientação
Onde estamos ?
Para onde vamos ?
Em quanto tempo chegaremos lá ?
Temos condições técnicas ?
Temos condições físicas ?
Temos condições psicológicas ?
Temos boas condições meteorológicas ?
- Orientação sem carta ou instrumentos: referências úteis e croquis.
Orientação pelo sol (passagem meridiana);
Orientação pelas estrelas (Estrela Polar e Cruzeiro do Sul).
- Cartografia:
Globo terrestre, meridianos, paralelos;
Projeções, coordenadas geográficas e UTM, escalas;
Cartas topográficas: leitura, pontos cotados, curvas de nível,
eqüidistância das curvas de nível, curvas mestras, altitude, legenda,
identificação de formas de relevo e sua declividade, dados magnéticos,
...
Medição de distâncias nas cartas.
- Orientação com cartas topográficas.
- Bússolas:
Tipos de bússolas.
Referências de direção – diferença entre norte geográfico e norte
magnético, declinação magnética, azimute;
Correção da declinação magnética;
Interferência magnética;
Inclinação magnética – zoneamento de bússolas e agulhas globais;
- Orientação com bússolas
navegação em direção determinada
utilização de referências intermediárias,
desvio de obstáculos;
- Orientação com carta e bússola
Medição de azimutes em campo e na carta, plotagem de azimutes em campo
e na carta, localização de referências em campo e na carta,
determinação da posição a partir de um azimute ou da interseção de
azimutes;
- Altímetros:
Variação da pressão em função da altitude;
Influência das variações meteorológicas;
Calibragem;
- Orientação com altímetro e carta –interseção entre uma linha de
posição conhecida (vales, cristas, trilhas) e a curva de nível;
- Orientação com altímetro, carta e bússola – interseção entre o
azimute (de uma referência ou de uma vertente) e a curva de nível;
- GPS:
O sistema de posicionamento global – funcionamento, informações
obtidas pelos usuários, precisão, fontes de erro e limitações;
Receptores de GPS – diferenças entre a marcas e os modelos mais
comuns, recursos úteis para caminhadas;
Dicas e recomendações para utilização de receptores de GPS em campo;
- Orientação com GPS – marcação da trilha, rastreamento de referências
e rotas gravadas no GPS. Retorno pela mesma rota;
- Orientação com GPS e carta – configuração do Datum e do sistema de
coordenadas no receptor, réguas para a medição e a plotagem de
coordenadas em cartas;
- Orientação com GPS e bússola – configuração do norte (geográfico,
magnético e de quadrícula) e da declinação magnética no receptor,
bearing, heading, formas de seguir direções utilizando o GPS, projeção
de pontos de referência, triangulação de projeções;
- Procedimentos em caso de desorientação.
Situações de emergência
- O dever de socorrer.
- Prioridade do socorro sobre o objetivo da excursão.
- Responsabilidade civil e penal pela omissão e pelo socorro mal
prestado.
Imprudência
Imperícia
Negligência
- Formas de prestar socorro.
- Problemas decorrentes de grupos na mesma trilha.
Prevenção de acidentes
- Auto-suficiência do grupo.
- Importância do treinamento em primeiros socorros em cursos
especializados para todos os membros do grupo e da reciclagem
periódica desses conhecimentos.
- Gravidade e complicações dos acidentes em montanha (isolamento,
exposição aos fatores ambientais, dificuldade de resgate e recursos
limitados).
- Perigos objetivos:
Calor, frio, sol, vento, chuva, neve, raios, pedras soltas, plantas,
animais peçonhentos (ofídios, aranhas, escorpiões, insetos). Medidas
preventivas e primeiros socorros.
- Perigos subjetivos:
Condições preexistentes (alergia, diabetes, cardiopatia, hemofilia,
anemia, asma, bronquite crônica, enfisema, epilepsia, úlcera e etc),
complicações possíveis, formas de compatibilizá-las com a atividade;
- Perigos psicológicos:
Excesso de confiança, orgulho excessivo, pânico e etc.
- Comportamentos de risco.
- Risco, gerenciamento de risco, margem aceitável de risco.
- Causas comuns e repercussões de acidentes.
- Importância da prevenção, da preparação e do planejamento:
Levantamento de informações sobre a atividade;
Troca de informações com o guia e com outros participantes sobre a
atividade, experiência como montanhista, doenças, alergias e outros
dados relevantes sobre a saúde pessoal;
Telefones de emergência e telefones de contato;
Informações sobre a atividade a serem deixadas com parentes e amigos;
Treinamento técnico, físico e psicológico;
Equipamentos adequados;
Hidratação e alimentação;
Aquecimento / alongamento;
Vacinas (anti-tétano, febre amarela e hepatite).
- Atitudes preventivas durante a atividade (Climbsmart).
- Relatório Anual de Acidentes de Montanha – importância do estudo e
do relato de incidentes e acidentes sofrido pelos montanhistas.
Carga
horária: 25 horas
Investimento:
R$
300,00
A turmas de 3 a 6 alunos.
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Incluindo:
- Transporte
- Horas dos professores e instrutores.
- Estadias em camping.
- Certificado
Professor:
Orlei Jr. (CREF-RS n° 3579)
Ficha de
inscrição:
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